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Extração de siso: quando é necessária e como é o pós-operatório

EXO / 38-48 · 4 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

Por Dr. Marcelo Martins · CRO [confirmar registro]

Instrumentos cirúrgicos preparados para uma extração dentária

O terceiro molar, popularmente chamado de siso, nasce entre os 17 e os 25 anos, quando o arco dentário já está formado. Em muitas bocas simplesmente não sobra espaço, e é aí que começam os problemas: inflamação da gengiva, cárie na face do dente vizinho, pressão sobre a raiz ao lado e dor que aparece e desaparece por meses.

Nem todo siso precisa ser extraído. A decisão é clínica, feita com exame de imagem em mãos, e deve estar escrita no seu plano de tratamento antes de qualquer agendamento.

Quando a extração é indicada

  • O dente está incluso ou semi-incluso, ou seja, coberto por osso ou gengiva.
  • Existem episódios repetidos de pericoronarite, a inflamação em volta da coroa.
  • Há cárie no siso ou na face posterior do segundo molar, difícil de restaurar.
  • A posição do dente causa reabsorção da raiz vizinha.
  • O siso não tem antagonista, então não participa da mastigação e só acumula placa.

Quando é razoável apenas acompanhar

Siso totalmente erupcionado, em posição funcional, sem cárie e com higienização possível pode ser mantido em observação, com radiografia periódica. Cirurgia sem indicação clara é cirurgia desnecessária.

Como é o planejamento

Antes da cirurgia, avaliamos a angulação do dente, a proximidade com o nervo alveolar inferior e a densidade óssea da região. Esses três pontos definem a técnica, o tempo de cadeira e o grau de desconforto esperado. Você recebe essa informação por escrito, junto com o orçamento fechado.

O pós-operatório, dia por dia

  • Dias 1 e 2: pico de edema. Compressa fria, medicação no horário e alimentação fria ou morna, sem esforço.
  • Dias 3 e 4: o inchaço começa a ceder e a dor cai bastante. É comum sentir a articulação travada ao abrir a boca.
  • Dias 5 a 7: retorno gradual da alimentação habitual, exceto alimentos duros e muito quentes.
  • Entre 7 e 10 dias: remoção da sutura e avaliação da cicatrização.

Sangramento persistente, febre ou dor que aumenta depois do terceiro dia não são normais. Ligue para o consultório no mesmo dia.

O que reduz risco de complicação

Não fumar por pelo menos setenta e duas horas, evitar bochechos vigorosos nas primeiras vinte e quatro horas, não usar canudo e seguir a prescrição sem interromper por conta própria. A alveolite, a complicação mais incômoda, está diretamente ligada à perda precoce do coágulo.

Quer avaliar o seu caso?

A avaliação é feita pelo próprio cirurgião, com diagnóstico documentado e orçamento fechado antes de qualquer procedimento.

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